terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A Partida do Veleiro

                                        

                      Quando observamos, da praia, um veleiro a afastar-se da costa, navegando mar adentro, impelido pela brisa matinal, estamos diante de um espetáculo de beleza rara.
                     O barco, impulsionado pela força dos ventos, vai ganhando o mar azul e nos parece cada vez menor.
  Não demora muito e só podemos contemplar um pequeno ponto branco na linha remota e indecisa, onde o   mar e o céu se encontram.
Quem observa o veleiro sumir na linha do horizonte, certamente exclamará: Já se foi.
Terá sumido? Evaporado?
Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.
O barco continua do mesmo tamanho e com a mesma capacidade que tinha quando estava próximo de nós.
Continua tão capaz quanto antes de levar ao porto de destino as cargas recebidas.
O veleiro não evaporou, apenas não o podemos mais ver. Mas ele continua o mesmo.
E talvez, no exato instante em que alguém diz: Já se foi, haverá outras vozes, mais além, a afirmar: Lá vem o    veleiro.
Assim é a morte.
Quando o veleiro parte, levando a preciosa carga de um amor que nos foi caro e o vemos sumir na linha que separa o visível do invisível dizemos: Já se foi.
Terá sumido? Evaporado?
Não, certamente. Apenas o perdemos de vista.
O ser que amamos continua o mesmo. Sua capacidade mental não se perdeu. Suas conquistas seguem intactas, da mesma forma que quando estava ao nosso lado.
Conserva o mesmo afeto que nutria por nós. Nada se perde, a não ser o corpo físico de que não mais necessita no outro lado.
E é assim que, no mesmo instante em que dizemos: Já se foi, no mais Além, outro alguém dirá feliz: Já está chegando.
Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a viagem terrena.
A vida jamais se interrompe nem oferece mudanças espetaculares, pois a natureza não dá saltos.
Cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar desnecessário.
A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas.
Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada.
Um dia partimos do mundo espiritual na direção do mundo físico; noutro partimos daqui para o espiritual, num constante ir e vir, como viajores da Imortalidade que somos todos nós.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Agradecimento a um grande amigo!

                         O acontecido por vezes nos dificulta a expor algumas idéias ,pois o contato com a realidade é muito doloroso. Gostaria de todo dia poder homenagear meu amado irmão pela pessoa magnífica que foi em vida, porém ainda não tenho forças. Enquanto isso não haveria melhor representante do que nosso amigo irmão Marcus ou famoso Jira, que nos acompanha há muitos anos e é de muita estima de toda nossa família.Pessoa de inteligência ímpar , mestre das palavras,músico talentoso, Jira tem sido um grande amigo e companheiro . E dentro de seu habilidoso dom de expressão idealizou essa extraordinária homenagem. Só alguém tão presente em nossas vidas poderia ter a capacidade de realizar algo dessa magnitude.  Leca com certeza está muito contente com esse presente feito pelo seu grande amigo Jirim(mão de lixa). Obrigado meu irmão estamos juntos pra sempre.

sábado, 27 de novembro de 2010

Welcome !!

Prezados ,

                Bem vindos ao blog do Zepa !! Interface essa idealizada para que todos participem , escrevendo fatos,acontecimentos,depoimentos,falas,conversas, lembranças, qualquer tipo de passagem sobre nosso amado Zepa. Para nós é muito importante a participação dos amigos,colegas , familiares e admiradores!!!
Recordações nos fazem viver!! Para postar uma mensagem me mande um email(brunofernandes_84@yahoo.com.br) ou pro Jira(marcuslotfi@gmail.com) que cadastramos, apenas os cadastrados conseguem postar mensagens, sem cadastrar apenas comentários!

Sejam Bem vindos!!!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Notícias

1 - O endereço foi mudado a pedido do Bruno, irmão do Leandro. Agora o blog atende pelo endereço www.leandrozepa.blogspot.com

2 - Os amigos e familiares que desejam contribuir com mensagens para serem publicadas no Missão Cumprida agora podem sem dificuldade. É só fazer um e-mail do Google, o Gmail, e mandarem para mim em marcuslotfi@gmail.com que eu adiciono. Assim, terão livre acesso à interface da Blogger para fazer postagens.

Obrigado a todos que têm visitado. Este é só o início do legado do nosso grande Zepa!

domingo, 7 de novembro de 2010

Um poema na vertical e na horizontal...

L eio textos, vejo filmes, e penso
E ra tudo muito bom, quando você estava aqui
A vida vai levando os amigos, e a gente vai ficando sozinho
N ão quer dizer que estejamos, enfim...Sabemos disso.
D e todos os fatos, SOBROU a lembrança...Não restou, não.
R ogo a Deus que estejas sempre bem onde estiver.
O u será que você é quem deve rogar por nós, onde estamos?

R ezemos, falemos, choremos...É preciso.
E stamos no mesmo barco, meu amigo! A vida é isso...
S e não fosse, talvez não fosse tão importante para nós.
E ntão, nos resta é seguir, com muita vela e pouco leme
N em a morte, é fato, nos impedirá de celebrar a sua vida.
D ia após dia, noite após noite, seguiremos...Prometo!
E um dia, essa dor não será tão grande.

F oi um erro de Deus? Não podemos crer nisso.
E stamos nos desenvolvendo, oras, que podemos fazer?
R etroagir?
N egar nossa natureza?
A dmitir nossa fraqueza? Talvez
N unca, mas nunca fraquejar.
D eus nos fez assim
E precisamos entender
S omos luz, aqui ou aí.

U m dia, sei que nos reencontraremos
M uito grande é a saudade, quando muito grande é o amor

G uerrear conosco mesmos, só nos faz piores
R elembremos com alegria, sempre.
A deus,
N unca!
D igo até logo
E saudades!

A ssim,
M eu grande amigo,
I nsisto
G ritando
O meu refrão para você!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Uma primeira mensagem...



Fala aí, meu amigo...Como vai? A vida não tem passado desde que você desencarnou. Não sou da sua família, não tenho o seu sangue, mas sinto a tua falta todos os dias. Sei que a tristeza te prende aqui e que devemos te ajudar com a nossa felicidade. No entanto, a alegria e o choro são fronteiriços. No afã de desabafar, te mando esta carta.

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Provavelmente você não poderá lê-la tão cedo. Afinal, pelo espírito que habitava em teu corpo, que só deixou coisas boas para nós, pelas suas conquistas e pela forma tão violenta do teu desencarne, deduzo como um básico espírita que estejas em tratamento em alguma colônia perto de Natal, talvez.

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Sei que é preciso não ter saudade. Mas é complicado quando a razão fica encarregada da emoção. É como educar um Labrador endiabrado...Ele nunca vai lhe obedecer. A razão me vem em poucos momentos. A emoção me vira as noites na internet na procura do teu nome, para tentar saber alguma notícia, enfim, algo que não vai mais sair. A razão bate a porta. A emoção arromba.

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Vem a saudade, vem um monte de coisas que não sei definir direito. Até agora eu não entendo completamente como isso foi acontecer. Provavelmente nem você.

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Sentimos saudade, sim. Do teu aperto de mão forte, do teu jeito sacana de ser, da maravilhosa mistura de responsabilidade exemplar e desleixo cômico que você estampava por aqui. Sinto saudades de tudo isso todos os dias. É como um filme sem final. Fico sentado na poltrona da vida embasbacado perguntando: “Ué, acabou? Só isso?”. Pois é.

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Gostaria de ouvir sua voz, de vê-lo. Não agora, vou me cagar todo de medo. Anseio pelo dia em que ouviremos uma mensagem sua. Ou em sonho, ou através de uma psicografia, ou de algum outro jeito. Precisamos saber de você, o que tem passado, como vão as coisas aí do outro lado. Que você está vivo, nós temos certeza, até porque eu não seria idiota de escrever esta carta para ninguém.

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Não vim aqui remoer o passado e chorar sua morte. Como seu amigo, eu consigo fazer isso com mais facilidade. Então, sou um dos primeiros da fila na celebração desta nova vida. E venho, para concluir, fazer um protesto, porque você está bem de vida e não diz nada para ninguém.

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Provavelmente está numa cama confortável, na presença de gente que você não vê há um tempão, com uma vista trocentas vezes mais bacana que a da praia de Ponta Negra, tudo isso sem pagar um tostão. Olhando todo mundo aí de cima e rindo das asneiras que a gente faz e fala. Então, presta atenção nessa carta e vê se dá um sinal de vida.

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O telefone toca daí para cá e não o contrário. Não acho que isso seja bem verdade. Alguém está lendo esta carta neste momento e vai te dizer. Se fosse assim as orações dariam sempre ocupado.

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Então, peço para alguém que esteja ouvindo esta mensagem que leve ao Zepa ou que você mesmo leia isso algum dia. Afinal, você está esnobe porque mudou de vida e não está a fim de falar com a gente, né, otário? Quando quiser, fale com a gente. Estamos precisando saber o que você anda aprontando, rapaz.

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Aproveita que aí não tem Vivo, nem Claro, nem Tim, nem Nextel. Não tem atendente eletrônico, nem musiquinha de espera. E como não é um bate-papo de msn, eu não posso chamar sua atenção, mas você também não pode nos bloquear!

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Teu Orkut você não usa mais. Está gozando agora das interfaces maravilhosas do céu. Você está um malandro só! Nem divulgou um endereçozinho de e-mail para eu te mandar esta trolha. Deve estar em comunidades sacanas do tipo: “São Pedro é o cara” ou “Vim pro céu, mas não valho nada” ou ainda “A água aqui é melhor que chopp”.

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Não deve participar de fóruns, porque são muito chatos, cheios de gente reclamona e, como você está com a vida ganha, não está a fim disso. E deve assistir nossa vida em vídeos, postados em alguma espécie de HeavenTube. Tudo deve ser bombástico nessa sua nova vida aí no céu.

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Antes que você ache que esta mensagem é algum spam, só quero deixar claro uma coisa aqui:

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NÃO ADIANTA MARCAR OFFLINE PORQUE EU SEI QUE TU TÁ ON!

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Um fortíssimo abraço do teu amigo e irmão Jirim...